Café com o Presidente

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Café com o presidente, o programa de rádio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é produzido pela Diretoria de Serviços da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), com supervisão da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

Durante seis minutos, o jornalista Luciano Seixas conversa com o presidente Lula sobre ações, projetos do governo e outros temas de interesse nacional, sempre com o objetivo de contribuir para o esclarecimento do cidadão brasileiro.

O Café com o Presidente é transmitido às segundas-feiras, via satélite, no mesmo canal de distribuição de A Voz do Brasil. As transmissões ocorrem em quatro horários: às 6h, às 7h, às 8h30 e às 13h. O programa também pode ser acessado na Internet, no endereço www.radiobras.gov.br.

Histórico

O programa Café com o Presidente entrou no ar em 17 de novembro de 2003, com edições quinzenais, de seis minutos, produzidas pela empresa Toda Onda Comunicação Ltda. Em janeiro de 2005, a produção do programa passou a ser feita pela Radiobrás, que já era responsável por sua veiculação e distribuição. Em dezembro de 2007, a produção do programa foi assumida, nas mesmas condições, pela Diretoria de Serviços da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), criada pela Medida Provisória 398.

Ficha técnica

Operação de áudio: José Ageu e Marco Antônio
Sonoplastia: Leleco Santos
Produção e Edição final: Anelise Borges
Produção e edição: Patrícia Duarte Supervisão editorial: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

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Obras do Pac na melhoria das favelas vão chegar a todas as regiões do Brasil

Apresentador: Olá, você em todo o Brasil, eu sou Luciano Seixas, e este é o programa de rádio do presidente Lula. Olá, presidente, como vai? Tudo bem?

Presidente: Tudo bem, Luciano.

Apresentador: Presidente, o senhor esteve no Rio de Janeiro na sexta-feira, onde deu a ordem de serviço pro início das obras do PAC no Complexo do Alemão, no Complexo de Manguinhos e também na Rocinha. O que significa investir nessas comunidades?

Presidente: Luciano, significa, no fundo, no fundo, você começar a recuperar o prazer dessas pessoas se sentirem mais brasileiras. Durante quase cinqüenta anos, as favelas só cresceram, o poder público praticamente desapareceu das favelas, não fez os investimentos em obras de saneamento básico, não fez o investimento em obras de saúde, de educação, ou seja, as pessoas passaram a viver quase que por conta própria, sem que o Estado tivesse uma presença ali, fazendo a obrigação do Estado. Esses lugares foram sendo ocupados e durante décadas o poder público não fez uma intervenção. Ao não fazer a intervenção com obras públicas,  levando as coisas que o Estado tem que levar, as pessoas foram se apinhando, umas em cima das outras, as casas foram sendo amontoadas, ou seja...e nós agora estamos começando a recuperar o prazer das pessoas morarem no lugar que escolheram pra morar. E não é apenas no Rio de Janeiro. Veja, nós estamos fazendo isso nas vinte e seis capitais mais no DF. Ou seja, não há uma única capital ou região metropolitana que não esteja recebendo obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que estão começando neste momento. São bilhões e bilhões de reais investidos na urbanização de favela, em saneamento básico, recuperação de casas e construção de novas casas. Portanto, pra mim foi uma sexta-feira extremamente prazerosa que eu vivi no Rio de Janeiro, porque eu olhava na cara das pessoas e eu sentia o prazer das pessoas perceberem que o Estado estava começando a assumir a sua responsabilidade de fazer aquilo que é obrigação do Estado fazer.

Apresentador: Naquele caso ali, presidente, do Complexo do Alemão, em Manguinhos e na Rocinha, o quê que vai acontecer de obras de fato?

Presidente: Olhe, não apenas no Complexo do Alemão, Rocinha e Manguinhos. Ou seja, nós já tínhamos começado em Pavão-Pavãozinho, em toda a Baixada Fluminense têm obras muito grandes, como têm em toda a região metropolitana da capital de São Paulo e região de Campinas, na Baixada Santista. O quê que nós estamos fazendo? Veja, nós estamos levando: primeiro, aonde não tem rua, nós estamos abrindo as ruas. Vamos levar posto de polícia, vamos levar hospital, vamos levar área de lazer, vamos levar biblioteca. Ou seja, nós vamos cuidar para que as pessoas tenham nas favelas onde moram as mesmas condições de vida que tem todo cidadão brasileiro que mora num bairro comum deste país. De forma que, eu agora vou viajar muito o Brasil. É importante ter em conta que eu vou percorrer o Brasil, tenho uma agenda em que eu vou visitar todas as capitais. Por quê? Na medida em que nós colocamos quarenta bilhões de reais pra cuidar de urbanização de favelas e saneamento básico, nós agora temos que tá em cima, pra que essas coisas aconteçam. Eu queria até pedir pra imprensa acompanhar, eu queria pedir pra sociedade acompanhar, pra que a gente fizesse valer, primeiro a disposição do Governo de fazer a aplicação dos recursos. Segundo, pra que todo mundo se sinta responsável pela melhoria da qualidade de vida do povo.

Apresentador: Você está ouvindo o Café com o Presidente, falando sobre PAC nas favelas. Presidente, o senhor falou em bilhões e bilhões que serão investidos em todo o país, em todos os Estados e também no Distrito Federal, mas tem uma coisinha, até agora o Orçamento não foi votado. Existe algum risco das obras do PAC ficarem comprometidas, sem a votação do Orçamento?

Presidente: Luciano, eu quero crer que os senadores e os deputados têm responsabilidade com o Brasil tanto quanto eu. Eu não posso crer que apenas eu queira trabalhar, e eles não. Que apenas eu queira fazer as obras, e eles não. É de interesse de todo mundo. Os deputados ganham com isso, os senadores ganham com isso, o povo ganha com isso, o Governo ganha com isso, e mais quem ganha é o Brasil. Os deputados e os senadores têm que votar o Orçamento. É uma questão de responsabilidade com o país. É uma questão de responsabilidade com o povo pobre deste país porque as coisas estão acontecendo. Eu tenho certeza que há disposição e vontade política do Congresso em votar. Mas eu, eu estou convencido que eles vão votar porque sabe a oposição e sabe a situação que o Brasil precisa do Orçamento. Não é o Governo que precisa do Orçamento. O Governo apenas gerencia o Orçamento. Quem precisa do Orçamento é o povo brasileiro. Porque têm políticas de saúde, têm políticas de educação, tem política do PAC, ou seja, têm muita coisa acontecendo no Brasil e precisa de dinheiro. Então, eu estou convencido de que vão aprovar essa semana e vamos tocar o barco com muita normalidade.

Apresentador: Muito obrigado, presidente Lula, até o próximo programa.

Presidente: Luciano, eu queria despedir dos nossos ouvintes e dizer que, é, se depender de mim, na próxima semana estarei viajando pra outros Estados, cuidando do PAC e feliz da vida porque parece que a tensão baixou na América do Sul, ou seja, parece que os discursos deram lugar ao bom senso e parece que as coisas estão acontecendo com uma certa tranqüilidade.

Apresentador: Nós estamos encerrando mais um Café com o Presidente, o programa de rádio do presidente Lula, que volta na próxima segunda-feira. Até lá!